terça-feira, 18 de junho de 2013
Olho para as pessoas e me pergunto por que elas elas choram. Mesmo a mais cruel ou fria, sei que as lágrimas estão ali em algum lugar. Detrás das muralhas, somos todos frágeis como uma borboleta ao vento. E resta-nos eleger se vamos chegar até as flores ou deixar que a brisa nos entregue ao acaso, pois carregamos nossas escolhas nas costas assim como as borboletas levam suas aquarelas. Olho para as pessoas e me pergunto em qual gaiola elas deixaram suas asas, em qual rua elas deixaram suas alegrias. Ao ver tantos rostos sorridentes, me questiono quais são as dores que se escondem no coração de quem está na Terra e não tem chão, de quem possui tantos ao seu redor e nenhum ao seu lado e por que as pessoas insistem tanto em esconder esses abismos. E não chego a nenhuma resposta, apesar de procura-las incessantemente nos olhos de quem passa e não fica. Por que você chora, afinal? Tenho certeza que não são pelos motivos que chorei hoje mais cedo, pois o mundo é tão instável quanto os seres humanos e a gente nunca se fere no mesmo lugar do peito. Me pergunto se meus motivos nasceram no mesmo lugar que os seus, e se essas lágrimas acumuladas dentro da gente ainda podem nos afogar. E como sempre, fico sem respostas. A gente chora todos os dias, mesmo que a felicidade seja tanta e não caiba dentro de nós. Porque é isso: a cachoeira de nossos olhos é o que transborda e deixa de caber no coração, é a falta de respostas para tantas perguntas. Choramos mesmo secos ao escrever um poema, ao ouvir uma alma ou quando abraçamos alguém. E também quando estamos cheios ou vazios demais. Choramos sorrisos, loucuras e dores. Mas e você, por que chora? Arrisco dizer que lágrimas são borboletas que alçam vôo do nosso peito e que não se pode segura-las, já que pertencem somente aos céus.
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